Belly Dance

Ballet na Dança do Ventre

Ballet na Dança do Ventre

A dança é e deve ser sempre uma expressão da alma, da personalidade das pessoas, e seus diferentes estilos estão se mesclando, criando assim novas danças e novas interpretações de sentimentos. As pessoas deviam deixar de lado esse preconceito e respeitar cada bailarino em seu próprio estilo, vejo muitos criticando essa mescla do ballet com a dança do ventre outros críticando a dança do ventre clássica, devemos apenas respeitar, a dança não deve ser uma guerra, a dança deve ser o caminho para a felicidade.

A dança do ventre como as outras danças aderiu muitas bases do ballet clássico, muitas vezes executamos alguns desses movimentos e nem se quer imaginamos que SIMMM! Eles também tem origem do ballet. A bailarina Suheil recentemente lançou um livro com alguns desses movimentos voltados para a dança do ventre, nessa matéria você encontrará os movimentos na forma que são executados no ballet.

A maravilhosa bailarina Letícia Galvão Mazzoni com muito carinho ajudou na elaboração dessa matéria, descrevendo cada movimento de ballet que vêm sendo utilizando na dança do ventre por diversas bailarinas. Nós do Portal do Egito selecionamos alguns movimentos segue a lista:

 

En Dehors:

Com esta expressão se designa os movimentos para fora desde a articulação coxo- femural. Podemos utilizar esta palavra para duas situações:
O en dehors que se força a articulação e músculos da perna desde a bacia até os pés; ou seja o en deohrs  que no ballet deve estar presente em todos os movimentos;
O en deohrs  que designa aos movimentos que vão PARA fora, ou seja um movimento que sai de dentro para fora mantendo o primeiro en dehors sitado. 
 
En Dedans:
 
 
Esta expressão designa os movimentos que vão PARA dentro, pórem no ballet mantem sempre a posição “en dehors” da articulação coxo femural.  Assim como o em dehors, podemos usar a palavra en dedans para a rotação que vai fechando a articulação coxo femural,que no clássico não se usa nunca.
 
Demi plié:
 
 
 Plié é uma termologia francesa adotada universalmente que ao traduzir para o português, lhe chamaram flexão de pernas. O demi- plié é executado no ballet em todas as posições de pés existentes e também o encontramos agregados em muitos outros movimentos da dança. Se em suas distintas combinações não se conseguir um bom plié, a dança se torna rígida e sem elasticidade.
Outra das características fundamentais ao executa-lo no ballet é o trabalho de em dehors das pernas, desde a articulação do quadril, e também a  extensão do tendão de Achiles.
A execução acontece de forma que o corpo se abaixa ao máximo (de acordo com a possibilidade do corpo), em linha reta, pela flexão que parte dos joelhos mantendo por todo o movimento os calcanhares no chão. A coluna vertebral se mantém reta, os joelhos abertos para fora buscando uma linha com os dedos do pé, mais exatamente alinhado ao dedo do centro. É um movimento ligado (sem parar em momento algum) e se deve usar todos os tempos musicais para abaixar e subir, mantendo a abertura das pernas desde o princípio. Em relação ao peso do corpo, este deve ser dividido nas duas pernas.
 
Relevé:
 
 
O relevé é um movimento de ajuda a fortalecer a musculatura e desenvolve a sensação neurológica do sentido de perpendicularidade. 
É executado de modo que ao elevar o corpo o calcanhar se suspenda do chão mantendo o peso do corpo dividido em todos os dedos; ao subir no relevé  não se pode afetar nem joelhos nem joanetes (deixando o peso muito á frente ou muito para trás). Todo o corpo no momento do relevé deve estar se forçando para cima (crescendo).
No ballet é muito importante que os calcanhares estejam voltados para frente (en dehors), mantendo abertura da articulação do quadril com o fêmur; que os glúteos estejam encaixados, para ajudar a desenvolver a força que será capaz de controlar os calcanhares nos rigos.
 
Cou de Pied:
 
 
O Cou de pied também chamado coupé, significa colo de pé. Consiste no pé que encosta na perna que sustenta o corpo, bem esticado, sendo apoiado bem baixo próximo ao pé. O cou de pied pode ser devant (apoiado na frente) derrière (apoiado a trás) e também no clássico usa-se o enrroscado (calcanhar para frente e ponta para trás, de modo que o pé envolva a perna de base).  Tem características diferentes em cada um: 
No devant: apenas a ponta dos pés encosta na perna de base, o calcanhar se força para frente se opondo a força dos joelhos, tanto da perna de cima quanto da perna de sustentação, que se forçam para fora (en dehors). 
No derrière: ocorre o inverso; apenas o calcanhar encosta na perna de base enquanto a ponta, bem esticada, força para trás . Provocando o mesmo processo de forças opostas de joelhos e calcanhares.
No enrroscado: todo o pé do cou de pied encosta na perna de base, como se estivece a abraçando.  
 
Passé:
 
 
Passado; é a posição a qual o pé é colocado próximo ou a cima do joelho.  O pé em movimento passa pelo cou de pied e sobe pela perna de base, sem que desencoste ou desencaixe. No ballet somente é usado o em dehors (joelhos voltados para fora, ou seja, para o lado), porém pode ser:
devant (ponta á frente da perna de base);
derrière (ponta á trás da perna de base).
É nomeado assim, pois é um movimento auxiliar no caminho de outros passos; se “passa” pelo passé para chagar a um outro passo.
 
Developpé e Enveloppé:
 
 
A palavra “developpé”  (significa tempo desenvolvido) se refere ao desenvolvimento lento da perna em ação até a extensão completa. Pode ser executado em todas as direções. Pode ser feito com pausas, em diferentes alturas (ângulos das pernas).
A perna em ação começa fazendo um “cou de pied” e sem parar o movimento passa por “passe”abrindo para a direção em que iremos desenvolver o passo.
No clássico quando é feito na frente deve sair  primeiro o calcanhar e atrás primeiro o joelho. Este movimento só para quando termina seu desenvolvimento. 
 
O enveloppé seria o movimento contrário ao developpé. Neste caso é um movimento que “envolve”. O movimento ocorre de maneira que a perna en l’air volta, de alongado para passé (a ponta do pé volta a tocar a perna). 
Este também pode ser executado em diversas direções, tempos e alturas. E com complementos, como por exemplo:  no relevé, esticado ou no plié.
 
Arabesque:
 
 
O arabesque é uma posição que no clássico geralmente é trabalhada de perfil para o espectador.  Chamamos de arabesque o movimento em que o corpo é sustentado por uma das pernas enquanto a outra está atrás en l’air (no ar) ou à pied plat (ponta no chão). Pode ser usado, na meia ponta (relevé) ou não; no demi plié ou não; com o corpo erguido ou não (penché).
No ballet podemos encontrar primeiro, segundo, terceiro e quarto arabesque. Estas posições se caracterizam por ambos os braços estarem estendidos e se denominam segundo a maneira que estiverem colocados em relação á perna de ação, ou seja, em relação á perna que se levanta e segundo o ângulo de execução em relação ao público (croisé ou affacée).
 
Cambré:
 
 
Arqueado, o cambré é um passo de movimento de costas, que consequentemente pode ser um bom exercicío para ajudar em arabesques; pois a posição do corpo neste movimento é basicamente a mesma, por forçarmos costas contra pernas da mesma maneira.
É muito importante no cambré do ballet, que o quadril esteja devidamente encaixado e não incline para frente quando as costas inclinarem para trás. Não se deve também virar ou torcer o tronco para o lado, tentando acompanhar o movimento da cabeça e do braço que é levantado.
 
Cháse, Pas:
 
 Cháse significa passo deslocado, o que já exeplica em exato o movimento. O movimento inicia-se com um plié, deste uma das pernas se arrasta mantendo os pés inteiros no chão, fazendo com isso a transferência do peso do corpo. O cháse pode ser feito de três modos:
Para Frente: quando a perna da frente se arrasta á frente e a perna de trás não mexe. Neste caso o peso é levado para frente sem q saia do meio do corpo.
Para Trás: quando a perna de trás se arrasta para trás e a perna da frente não mexe. Neste caso o peso faz o oposto.
Para o lado: podendo sair a perna da frente para o lado, ou a perna de trás para o lado;
Além destes três modos o cháse pode mudar na terminação, apenas esticando os joelhos e parando na quarta posição, ou esticando os joelhos de modo que um dos pés fique esticado á pied plat (o pé que termina esticado é sempre o pé contrário do que arrastou).
 
Pás de Basque:
Passo basco. É um movimento caracteristico das danças tradicionaisdos bascos (grupo étnico que habita o norte da Espanha e o sudeste da França).
Passo alternado em três tempos com um movimento de lado a lado. Pode ser executado “par terre” (pés no chão) ou “en tournant” (girando), por sauté (saltando) ou por glissé (deslizando).
 
Pas de Bourré:
 
 
Movimento composto de pequenos  passos, geralmente usado como movimento de união em exercicís diversos , até mesmo em saltos.
Consiste basicamente na união de um fondú  por cou de pied ( cou de pied com plié na perna de  base), uma troca de peso e uma troca de pernas.
Existem pas de bourrés de vários tipos no clássico:
 
Pas de bourré dessous: passo atrás, lado, de frente;
Pas de bourré dessus: frente passo, lado, para trás;
Pas de bourré devant: frente passo, lado, de frente;
Pas de bourré derrière: atrás de passo, lado, para trás.
 
Além destes vários tipos, podemos executa-los em diversas maneiras,  esticado, por cou de pied (como na imagem a cima), por passé, en tournant, entre ou tros.
 
Demi Rond de Jambe:
 
 
O rond de jambe é um passo de rotação, pode no clássico ser feito en dehors ou en dedans. A perna em movimento vai passar pelo chão ou en l’air (no ar) como se fosse um compassso fazendo a forma de um semi-circulo.
 
Comtretemps:
O contratempo;  no ballet é um passo composto por um “rond de jambe”, “tombe”, deslocamento e mudança de direção. Serve de união dos passos nem por isso perde a beleza dentro da combinação.
 
Chainé:
Chainé é um giro constante; pode ser iniciado com um chasé e une a meia ponta, ou um piqué e une a meia ponta. No clássico é feirto de primeira posição (pés um ao lado do outro, sem separar) ou em quinta posição (um bem a frente do outro, bem cruzado). O chainé pode ser feito para diversas direções, mas independente delas não se desce da meia ponta até o fim. Cabeça  e braços são muito importantes para a boa execução.
 
Epauliment:
É o termo que indica uma posição dos ombros em relação à posição do corpo; ou seja é o nome que se dá a torção do braço em arabesque.
 
Fouetté:
 
 
Fouetté significa tempo de chicotada. Pode ser executado “en dehors” e “en dedands. O movimento consiste em uma mudança rápida de direção da perna de trabalho á medida que passa em frente ou por trás da perna de base, ou um chicotear rápida em torno do corpo a partir de uma direção para o outro. Pode ser feito com os pés no chão, na mia ponta, ou também saltando; existe no clássico o tour fouetté, neste caso um giro que traz essa mudança de pernas.
 
Temps lié:
O temps lié é um movimento de transferência de peso; podendo ser com plié ou estendido. O movimento é basicamente a transferência de uma perna para outra. Pode ser en avant (para frente) en riérre (para trás) ou a La second (para o lado).
 
Tombé:
O tombe no clássico é um movimento muito usado para ligação de outros passos. É feito de modo que o corpo cai para frente ou para trás na perna de movimento num demi plié.
 
Pas Couru:
Pas de couru significa passo corrido, é um passo em que a bailarina parece estar deslizando no palco. No clássico são pequenos passos na ponta, com as pernas juntas; sendo que se pode avançar ou não. Quando se locomove, é sempre para a direção da perna que está na frente, porém é a perna de trás que inpulciona o deslocamento.
 
Pas de Valse: É um passo baseado no ritmo da valsa, utilisa da mesma contagem das valsas convencionais. Sua execução é uma junção de vários passos; enquanto a primeira perna pisa a outra pasa pelo chão chegando em um coupé em fondú, ao esticar a perna de base o coupé troca (ao mesmo tempo) e troca mais uma vez esticado. Existem na dança clássica valsa em tounant ( girando), en avant (para frente), en rièrre (para trás) e a la second (para o lado).
 
Battement: Batida. Todos os movimentos que se inicíam de um tendú são chamados de battements: Battement tendú, battement jeté, grand battement (grand batimento). O grand battemet é o mais usado em outras modalidades com essa mesma nomenclatura, é o movimento em que a perna é lançada e na volta desce sustentando.  
 
Soutenú: É um movimento em que a perna de trás ou a da frete sai a tendú e cruza com a de base subindo no relevé. Pode ser em tournant (girando). Se a perna da frente sair deve-se cruzar atrás, e vice e versa.
 
Piqué:
O piqué é um passo que se deve pisar direto com o pé na meia ponta ou na ponta,  sem que encoste o calcanhar desta perna no chão e sem que se dobre este joelho; enquanto a outra perna se afunda em um fondú (se dobra) para dar o empulso. No classico pode se terminar este movimento puchando para o coupé, passé, atitude, arabesque, ou mesmo em tournant.
 
Souplesse:
O Souplesse é um movimento de alongamento, é quando as costas se inclinam para frente, se forçando para descer ao maximo,  sem deixar com que os joelhos se dobrem ou que o quadril perca o alinhamento.
Pode ser feito com relevé, passé, entre outros, para que almente a dificuldade e force ainda mais.
 
Manege:
O manege é um salto com extenção de pernas e en tournant, normalmente feito em formato de circulo. Este salto sai de um giro, o que o inpulciona para lançar as pernas inclinando se para avançar e emendar em outro giro.