O véu na Dança do Ventre

São muitas as explicações para o uso do véu na dança do ventre. Levando para o lado místico, o véu é o conhecimento oculto ou relevado e esta mudança de significado depende se ele está sendo usado ou retirado durante uma apresentação. É exatamente por isso que ele é tão encantador.Tipos de Véus: Existem vários tipos de véus na dança do ventre, o véu simples, véu duplo, véu leque, véu poi, véu wing e a dança dos sete véus.

Véu Simples

 

Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana. Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la. São muitos os passos que o utilizam, são usados especialmente para emoldurar o rosto ou o corpo da dançarina assim envolvendo-o em mistério e magia.

Véu duplo

Como o próprio nome já diz, a bailarina dança com dois véus. Os movimentos são mais trabalhados. Dá para brincar com eles, executando giros e ondulações, ora desvendando, ora escondendo o corpo.

Com esse tipo de véu, é possível utilizá-lo de varias formas: como usar os dois véus sobrepostos como se fossem apenas um, usar os dois separados um em cada mão com uma das pontas soltas, ou com uma das pontas presa a roupa.
                Usar véus de cores diferentes, é muito bom, pois dá um efeito de mudança de cores durante os movimentos feitos com os véus. Não há registros de quem o inseriu como mais um acessório, mas o que sabemos é que dançar com eles exige mais prática.

Véu leque

O Leque de seda ou o Fan Veil, além de mais um elemento, é a marca de uma fusão com a dança tradicional oriental.

A beleza encantadora dele, o efeito que proporciona quando movimentado com graciosidade é um ponto alto no show.

Para se dar bem com este acessório você precisa treinar os mesmos aspectos da dança com o véu tradicional: equilíbrio, meia ponta alta, postura e leveza. Mas, não se engane. Você precisa fazer bastante força, para manter o véu fan em constante movimento.

Não se tem uma definição de onde começou a dança que conhecemos por Fan Veil, ou véu leque, mas há um indício de que sua origem tenha sido na dança oriental coreana e japonesa.

Véu poi

É preciso ter muita agilidade e coordenação para se apresentar com o pói. Um véu de seda preso com fio de naylon em uma bolinha de peso encapada com o mesmo tecido do véu. Quando a bailarina gira o acessório, o efeito é uma verdadeira ilusão, como se o véu estivesse se movimentando sozinho. O truque está no peso da bolinha, que conduz o movimento do tecido puxado pelo fio transparente.

A preparação física é fundamental para literalmente colocar o véu para girar.

É um elemento da cultura Maori, da Nova Zelândia, e é usado de forma artística, como exercício ou simplesmente como um hobby, em especial pelas mulheres. Nesta cultura, a palavra “poi” pode remeter tanto à coreografia,quanto ao objeto.

Véu wings

Ele também é chamado de véu borboleta e asas de anjo por causa do formato em asas e pode ter várias cores e feito em diversos tecidos.

Existem dois modelos básicos: egípcio e argentino.

O primeiro possui um velcro que você prende no pescoço, limitando o uso do véu como borboleta.

O argentino não tem isso, é uma faixa mais comprida, e assim é possível brincar com o véu de diversas maneiras: você pode colocá-lo no pescoço, cintura e fazer todos os movimentos que costuma realizar com um véu normal como helicóptero, asa de anjo, leque…além de outros tipos de giros.

Dançar com o véu wings parece fácil, mas engana-se quem pensa assim. Você precisa ter domínio dos movimentos.

Sua adaptação para a dança do ventre, pode ter surgido a partir das imagens e rituas para a Deusa Ísis. É uma técnica originalmente americana, que utiliza um véu em formato de asa.

Véu Ribbon

Essa dança é de origem chinesa, porém tem aparecido com mais frequência em vídeos de fusão com a dança do ventre. Algumas bailarinas as chamam de véu ribbon, que significa fita em inglês. Ela também é conhecida como dança das fitas.

No Brasil a tendência é utilizar o véu em forma de asas, (os chineses também usam assim), mas o mais comum é o formado com vareta. O ribbon lembra muito a ginástica rítmica.Ao acrescentarem a vareta às fitas, os bailarinos passaram a criar desenhos que, segundo sua cultura, lembravam o movimento dos dragões ou arco-íris.

Hoje, dois tipos de fitas parecem estar sendo usadas: no primeiro, a fita é contínua e muito longa, passando por detrás do pescoço da bailarina. As varetas ficam disfarçadas no meio do tecido. O segundo tipo é semelhante às fitas usadas pela Ginástica Rítmica e as fitas de seda são presas às varetas. O efeito das fitas é lindo e chama muita atenção no palco. 

No caso da dança árabe feminina, usar as fitas como qualquer outro elemento requer uma escolha, de maneira semelhante à que ocorre com os leques de seda. Pode-se mostrar os movimentos das fitas ou mostrar os movimentos do corpo. Devido ao fato de que os desenhos chamam muita atenção, movimentos de quadril ou tremidos acabam por não serem vistos pelo público.

Dança com Sete Veús

Possui três origens:

A primeira que a origem da dança dos sete véus á deusa babilônica Ishtar, que atravessou sete vezes por sete portais, afim de resgatar o amado do vale da morte.Em cada um dos portais deixou, uma peça do vestuário que simboliza a capacidade de entrega da mulher ao matrimônio e ao homem que ama.

A segunda origem que nos cultos da deusa grega Afrodite, a deusa do amor, e que era um ritual antigo de sedução. Tanto que consta até na bíblia: Salomé fez a dança dos sete véus para o rei Heródes e pediu em troca a cabeça de São João Batista.

A terceira origem, a dança dos sete véus é um dos mais famosos, belos e misteriosos ritos primitivos. Era praticada em rituais s pelas sacerdotisas dentro dos templos da deusa egípcia Isis. Cada um de seus véus correspondem a um grau de iniciação e revelam os sete de graus da ascensão espiritual.

A retirada de cada uns dos véus, presos ao corpo da dançarina, representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação das qualidades pessoais.

A música tem de ser orquestrada ou  clássica.

E a roupa da dançarina é a roupa comum de dança do ventre, de preferência branca ou lilás: branca simbolizando a transmutação.