Poema Dança do Ventre

 

Quando escrevi este poema, estava iniciando minha jornada na dança. Sempre gostei muito de escrever poemas, sem rimas mesmo. Então imaginei em uma estrutura livre, mas que acompanhasse os movimentos que a dança faz e como eu me imaginaria dançando sozinha no palco. E foi exatamente quando dancei sozinha que escrevi este poema. Nunca gosto daquilo que escrevo, então apresentei a algumas pessoas e todas aprovaram. Estava mais interessada no que a Débora iria falar e ela mal falou...foi logo colocando no telão para os espectadores lerem anteriormente a nossa apresentação. Fiz pensando em cada detalhe,tentando passar aquilo que sinto, o que mais gosto de fazer...DANÇAR! Espero sempre passar essa emoção a todos que me rodeiam.

Shukran

 

 

 

"Meu coração acelera ao som do Baladi.

O derbak faz meu quadril entrar em transe.

Luz, cores, ação!

O espetáculo vai começar.

 

Mão flutuantes pairam no ar,

seduzem os olhos marcantes,

o sorriso faz triunfar.

 

A alma conduz o corpo que se movimenta.

Rápido, gire.

Leve como uma pluma nasce o arabesque.

 

Ondas de um mar de emoções

conduzem os braços, que puxam

do fundo coração o grande amor

pelo simples fato de

DANÇAR!"